Home COLUNA DO DANDÃO Mário Mota: o acreano do Prêmio Belfort Duarte

Mário Mota: o acreano do Prêmio Belfort Duarte

97
 PUBLICIDADE

Clique na capa para acessar a nova edição do Futebol Acreano em Revista

Tive o prazer de trocar uma ideia, na manhã de terça-feira (16), com uma dessas lendas vivas do futebol acreano. Ninguém menos do que o ex-zagueiro Mário Mota, que jogou por mais de duas décadas, entre os anos de 1961 e 1987, sem jamais ser expulso de campo ou, sequer, ser advertido.

Aos 70 anos de idade, completados em 19 de janeiro passado, Mário da Silva Mota relembrou os seus tempos de boleiro quando, ainda um adolescente praticamente imberbe, estreou no time principal do América de Xapuri, sua cidade. “Jogava pra caramba”, dizem todos os que o assistiram.

Em 1965, junto com o primo Zé Maria, que depois brilharia no Independência e no Andirá, da capital, e do parceiro Curica, que depois gastaria sua bola no Galo acreano, também da capital, Mário Mota integrou uma das formações inesquecíveis do time xapuriense. Espetáculo absoluto!

Mas antes disso, em 1962, quando Mário Mota tinha tão somente 15 anos, ele foi convocado para a seleção do município que veio a Rio Branco para uns amistosos. A equipe da Princesinha do Acre fez furor na capital. Bateu o Vasco e o Independência e empatou duas vezes com o Estrelão.

O detalhe pitoresco, segundo Mário Mota, é que a seleção levou quase três dias para fazer o percurso entre Xapuri e Rio Branco. A delegação veio numa lancha, encalhando várias vezes, uma vez que o Rio Acre estava com água rasa. E tiveram que jogar no mesmo dia da chegada.

Entre as feras da seleção interiorana, além dos já citados Zé Maria e Curica, Mário Mota citou toda uma constelação da época. Casos de Almir Dankar, Silvestre, Edilson, Lauro, Chico Macedônio, Ramé, Mucuim, Pindoba, Mundim e Jerico. Os xapurienses certamente lembram-se deles.

Naturalmente que o futebol que o zagueiro apresentava não poderia ficar para sempre circunscrito às fronteiras de Xapuri. Precisava expandir seus horizontes. E então, logo ele estava em Rio Branco, onde jogaria, sucessivamente, por Grêmio Atlético Sampaio, Atlético Acreano e Andirá.

Por conta de jamais ter sido expulso ou, sequer, advertido nas suas mais de duas décadas perseguindo os mais diversos goleadores, Mário Mota, ao encerrar a carreira, ganhou o prêmio Belfort Duarte, outorgado e entregue, no Acre, pelo então presidente da CBF, Otávio Pinto Guimarães.

Sobre o seu segredo para passar tanto tempo sem sofrer punição, apesar de jogar numa posição onde quase sempre prevalece a força física, Mário Mota disse que atuava procurando se antecipar ao adversário. Evitava o choque chegando primeiro na bola. Simples assim… Pra ele… Rs.

Artigos relacionados

42

55