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Vida de craques fora de campo intriga os mortais

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Não é de hoje que a vida privada de jogadores de futebol é relatada pela mídia. Festas de boleiros que se estendem por dois dias e flagrante de atletas pulando o muro para encontro com amantes fazem parte do cotidiano.

Mas nos últimos dias duas notícias da vida de dois craques fora de campo chamou a atenção de como o dinheiro é gasto por essa gente, a despeito do momento complicadíssimo que vive o País.

Renato Augusto, hoje atuando na China, denunciou a irmã do jogador Léo Moura por não ter repassado pagamento de atrações musicais – escola de samba, MC e pagodeiros – em sua festa de casamento de um ano. Segundo ele, o calote foi de R$ 200 mil.

A festa aconteceu ano passado em sua mansão no Rio e contou até com roubo de folhas de cheque do jogador e uso indevido dos mesmos. Se a celebração aplicou esse dinheiro só na música, imagina o restante. Deve ter sido evento para lá de R$ 500 mil. Depois foi noticiado que a moça estelionatária levou uma surra da mãe e foi expulsa de casa. Mas não se sabe como pagará a conta devida.

Em outra matéria tratava do aniversário de 25 anos de Neymar em Barcelona. É conhecido o pagamento do craque a viagem de amigos para visita-lo, mas, desta vez, por conta da comemoração especial, ele bancou 20 passagens. Segundo relato, tinha ido até namorada dos “parças”, além de colegas da mãe.

Claro, Bruna Marqueizine também foi. A vida de Neymar está, aliás, nos últimos meses, absolutamente associada a da atriz – e incrivelmente menos pelo seu desempenho dentro de campo. Os convivas passaram dias por lá, passearam, ficaram hospedados em hotéis, tudo por conta do anfitrião.

Reportagem de vida privada de pessoas sempre foi algo muito questionado na mídia, mas há de convir que celebridades – incluindo jogadores de futebol – usam isso com vários vieses.

Primeiro que hoje quase tudo que sai na mídia sobre a vida privada de famosos é exposta pela própria assessoria de imprensa do interessado. Ou ele mesmo divulgou via redes sociais, que é um meio de comunicação, não convencional, mas é. Ou, ainda, a celebridade deixa sua vida ser invadida por um veiculo para poder, lá na frente, cobrar espaço no mesmo veículo de algum assunto de seu gosto – no caso de jogador de futebol, por exemplo, plantar nota de interesse de clube para valorizar seu passe no mercado ou indiretamente pedir aumento de salário.

Não há uma entrevista de um jogador na ativa hoje sobre o futuro do legado da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, o abandono dos estádios de futebol no País, a falta de segurança para o torcedor ir a um jogo.

Não estou dizendo nem para tratar dos escândalos da CBF, muito menos avaliar a validade ou não dos campeonatos estaduais, por que isso talvez o expusesse demais.

Enfim, é tudo muito passivo e intrigante em meio às celebrações nababescas.