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Copa do Mundo não deve ter moleza

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O Mundial da Rússia no ano que vem promete ser bastante competitivo. No dia 1º de dezembro serão definidos os representantes em cada grupo. Rússia (país sede), Alemanha, Brasil, Portugal, Argentina, Bélgica, Polônia e França são os cabeças de chave.

No pote 2 aparecem simplesmente Espanha, Inglaterra, Colômbia, México e Uruguai. A Itália ainda pode entrar nesse bolo, se superar a Suécia na repescagem europeia.

Um grupo com duas equipes fortes pode ser completado com nações como Sérvia e Croácia, além de países africanos classificados para a Copa do Mundo (ainda indefinidos) que, como se sabe, dá muito mais trabalho do que os asiáticos.

Portanto, preparem-se aqueles que já acham a seleção de Tite favoritíssima. Há uma expectativa muito grande ainda com relação a Bélgica, que era um candidato outsider a fazer sucesso no Mundial do Brasil, mas caiu nas quartas para a Argentina. Para Copa da Rússia o favoritismo aumentou.

Portugal é outro que se aguarda brilho maior, com a desclassificação precoce no último Mundial. Não se sabe ainda como será a atuação dos donos da casa. A Rússia não foi bem na última competição oficial de seleções que participou, a Copa das Confederações desse ano, com apenas uma vitória das três partidas realizadas. Na Eurocopa, a Rússia já havia decepcionado, fazendo apenas um ponto. Como não disputou as eliminatórias por conta de ser anfitriã do torneio, é uma incógnita o desempenho no torneio.

Argentina é Argentina, sempre competitiva ao máximo, com jogadores muitas vezes mais bem preparados técnica e psicologicamente para o torneio do que a maioria das seleções. A Alemanha segue favorita ao título, talvez seguida pelo Brasil.

Digo talvez sobre a seleção brasileira por que o desempenho bom nas eliminatórias serve pouco de parâmetro para a Copa, já que a disputa do continente não é considerada nem de longe a mais difícil entre todas as competições classificatórias para o Mundial.

Então, fica sempre aquela dúvida do Brasil frente a equipes de outros lugares, principalmente europeus (embora, por incrível que pareça, a maioria de nossos jogadores atue por lá).

Com prováveis jogos mais competitivos, essas incertezas sobre a seleção brasileira aumentam. Há uma esperança geral em torno do Brasil, com uma equipe quase renovada por Tite. Mas depois de 2014, sinceramente, aquela confiança de outrora já não é mais a mesma.