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Política, propina e futebol

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Acabei por esses dias a leitura de um livro bem elucidativo dos bastidores do futebol, no que diz respeito à corrupção que contamina os principais dirigentes, planetariamente falando. Os fatos narrados são de arrepiar os cabelos e põem a nu o modus operandi de vários espertalhões.

Escritas pelo jornalista Jamil Chade, as 334 páginas do livro “Política Propina e Futebol” descrevem como esse esporte serviu de base para o enriquecimento ilícito de peixes graudíssimos. Casos, só para citar alguns, de Joseph Blatter, Jérôme Valcke, José Maria Marin e Ricardo Teixeira.

Blatter, que comandou a Fifa no período de 1998 a 2015, deixou a entidade pela porta dos fundos. Pode-se dizer que foi expulso da direção maior do futebol mundial. Apesar de ainda ter um mandato ativo, foi obrigado a se afastar do seu posto. Recebeu o cartão vermelho para sempre.

Jérôme Valcke, que ocupava o cargo de secretário-geral da Fifa durante a Copa do Mundo do Brasil, teve o mesmo destino do chefão Blatter, igualmente por supostos desvios de fundos da entidade. Trata-se, vejam só, daquele sujeito que queria dar umas palmadas na bunda do Brasil.

Extremamente arrogante, de olhar sempre fixo no horizonte, como se eternamente grávido de um membro da realeza, Valcke externou o desejo de castigar o Brasil por conta do atraso nas obras para a Copa de 2014. Enquanto isso, enchia as calças de dólares. Foi jogado no lixo da história.

Quanto a José Maria Marin, ex-presidente da CBF, desse nem vale a pena gastar muitas linhas para (des) qualificá-lo. Basta dizer que a tal criatura, justamente por conta das suas “traquinagens” financeiras, amarga um xilindró nos Estados Unidos. E talvez jamais volte às próprias origens.

E no que diz respeito a Ricardo Teixeira, também ex-presidente da CBF, toda a vida envolvido nas mais diversas denúncias de desvio de fundos para o próprio bolso, o livro de Jamil Chade é pródigo de informações. Falcatruas dele em conluio com o então sogro João Havelange.

Mas, fora essas figurinhas anteriormente citadas, Chade dedica várias páginas do seu livro para contar as “malandragens” dos políticos brasileiros para realizar a Copa de 2014. Gente do céu, quase não dá pra acreditar, tantas as pilantragens perpetradas. Bem mais do que a gente pode imaginar.

Publicado no final de 2015, no auge da crise envolvendo a Fifa, a partir da ação do FBI que levou um grupo de dirigentes da entidade máxima do futebol mundial para a cadeia, o livro “Política, propina e futebol” prima pelo didatismo. Um verdadeiro libelo acusatório. Eu recomendo a leitura!

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