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CBF pode reativar campeonatos de seleções

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MANOEL FAÇANHA

O futebol de base pode ter uma grata surpresa nos próximos dias. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está entrando contato com as federações filiadas no sentido de consultar os dirigentes a respeito do retorno do Campeonato Brasileiro de seleções estaduais. Bastante tradicional durante décadas, a competição depende somente do aval da maioria dos dirigentes para ser reativada.

De acordo com Antonio Aquino Lopes, presidente da Federação de Futebol do Acre (FFAC), a competição não deixa de ser uma vitrine para centenas de atletas do país, pois reunirá os melhores de cada estado numa única equipe. O dirigente explicou que o torneio será organizado e patrocinado (hospedagem, alimentação e transporte) pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e terá transmissão televisiva de alguns jogos. O dirigente acredita que, no máximo, até segunda-feira, a entidade futebolística nacional esteja oficializando o retorno do torneio, que está previsto para o mês de novembro, mas sem mais detalhes a respeito de locais de jogos e regulamento.

A reativação do Campeonato Brasileiro de seleções estaduais é uma antiga reivindicação de algumas federações filiadas a CBF, entre elas, aparece a Federação de Futebol do Acre (FFAC).

Histórico

Seleção Acreana – 1967 – Benevides, Mozarino, Viana, Alberto, Zezé Gouveia, Danilo Galo, Dimiro, Bebé, Amílcar, Bico-Bico e Tião Lustosa. Acervo FFAC

Seleção da FAD – 1976 – Zé Carlos, Cleiber, Tadeu, Illimani, Russo e Pintão. Agachados: Eli, Zé Gilberto, Valdir Silva, Ronildo e Anísio. Acervo Francisco Dandão.

Surgido na primeira metade do século XX, o Campeonato Brasileiro de seleções foi disputado 30 vezes, sendo que a última delas rolou em 1987. O então Distrito Federal (o Rio de Janeiro, antes da fundação de Brasília) foi campeão 14 vezes, contra 13 de São Paulo. Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro (já na geografia como conhecemos) faturaram a competição uma vez cada.

Seleção Acreana de Juniores – 1983 – Carlos, Noca, Klowsbey, Delcir, Sabino, Niltinho, Isaac e Pipiúna – Mauricinho, Venícius, Antônio Júlio, Julinho, Álvaro, Éricson e Fran – Acervo Francisco Dandão.

A competição, ao lado do Torneio Rio-São Paulo, teve fundamental importância na criação de competições nacionais de clubes – e justamente por conta destes, acabou perdendo brilho. Com poucas pausas nas décadas de 30 e 40, passou a ser disputado de forma mais intermitente nas décadas de 50 e 60.

Desde então, as disputas entre seleções estaduais se tornaram raras – casos dos jogos entre SP e RJ em 1996, ou de SP e PE em 2007. Nas ocasiões, porém, as equipes atuaram com jogadores profissionais de seus principais clubes, emprestando prestígio às partidas.