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Zé Ricardo saiu e postura mudou pouco

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Faz pouco mais de um mês que Rueda assumiu o Flamengo no lugar de Zé Ricardo, que deixou o clube depois de uma série de derrotas, notadamente no Campeonato Brasileiro. Com um elenco de estrelas, a troca foi motivada principalmente para tentar colocar um time de bons jogadores para fazer a diferença em campo, principalmente em partidas decisivas.

Rueda, mais tarimbado que Zé Ricardo, caiu na Primeira Liga nas quartas de final. Embora seja o torneio de menor importância que o Rubro-Negro tem no ano, ninguém esperava fim precoce do clube no torneio – por tudo que aconteceu com o time desde a Libertadores, quando era um dos favoritos na competição, mas acabou sendo desclassificado ainda na fase de grupo.

No Brasileiro, engatou, pero no mucho. Mesmo com a queda do líder Corinthians na classificação, o Flamengo praticamente deu adeus ao título do Brasileirão na derrota para o Botafogo. Veio a Chapecoense no jogo de ida das oitavas da Copa Sul-Americana e nenhum gol salvador de um iluminado atleta flamenguista, daqueles contratados a peso de ouro.

Ou Rueda coloca de vez esse time para jogar, ou mais fiascos vêm pela frente. A iminência de nova decepção – caso nada mude – pode vir no dia 27 de setembro, na última partida da decisão da Copa do Brasil contra o Cruzeiro, lá no Mineirão.

O atual técnico do Flamengo já mexeu muito no time, por razões diversas. Desde necessidade por conta de prioridades do clube até testes em posições diversas. Mas o time está longe de ter uma cara. Diego Alves, Rodinei, Réver, Cuéllar, Willian Arão, Diego, Bérrio… Esses estão certos na equipe? Everton machucou-se, ficando de fora talvez até da decisão da Copa do Brasil.

A defesa está mais compacta, mas é preciso fazer gol lá na frente. Parece problema de postura do time. E esse é hoje o principal desafio de Rueda – e que era a reclamação geral sobre Zé Ricardo por conta da pouca rodagem que tinha no futebol da elite e, por consequência, de buscar atitude de atletas altamente capazes.

Rueda não tem muito tempo para exigir empenho conjunto do grupo. Já no dia 20 encara a chapecoense pela partida de volta da Sul-Americana. A derrota será intragável no clube.